VIDA RUÍNA - DORMIR ACORDAR DORMIR









VIDA RUÍNA - ROSTO FLOR









VIDA RUÍNA - GRÉCIA









VIDA RUÍNA - CORRENTES E DEDOS PARTIDOS









VIDA RUÍNA - 3 SERPENTES









VIDA RUÍNA - ALMA PICADA









VIDA RUÍNA - CABELOS AO VENTO E BOLSO FURADO









VIDA RUÍNA - ARDER QUEIMAR









VIDA RUÍNA - NARCISO





VIDA RUÍNA - MORTE QUE QUEIMA







O trabalho Vida Ruína consiste em várias colunas de cartão prensado, nas quais o artista desenhou com esferográfica. Desenhos de fragmentos de corpos, sangue, lágrimas, facas, correntes, e outros, lembram o observador de uma decadência interior, de uma continua luta com o eu - retratado como um nu e uma vítima obscena. Através da escolha dos materiais e do tema, e ao olharmos o trabalho, o mundo que nos rodeia parece se tornar num mito que não só é identificável com a vida mas com a perda desta – com degradação e morte. Como resultado, imagens de mortalidade e vulnerabilidade transforma-se no leitmotiv que conduzem a várias associações com a angústia primordial da alma colectiva.

“Através da perda os homens podem recuperar o movimento livre do universo, podem dançar e rodopiar com uma embriaguez tão libertadora como a dos grandes enxames de estrelas mas, com o violento dispêndio que assim fazem de si mesmos, forçam-se a reparar que respiram no poder da morte.” (O Ânus Solar, George Bataille)



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This work by Mauro Cerqueira consists of a number of cardboard columns, on which the artist drew with pinpoint pen. Drawings of fragmented bodies, tears, blood, chains, knifes and so on remind the viewer of an inner decay, of an ongoing struggle with the self - portrayed as a nude and obscene victim. Through the choice of material and subject matter, by looking at the work, the world that surrounds us appears to turn into a myth that is not only identified with life but with the loss of it – with degradation and death. As a result, images of mortality and vulnerability become the leitmotifs that lead to various associations with a primordial affliction of the collective soul.

"Through loss man can regain the free movement of the universe, he can dance and swirl in the intoxication of those great swarms of stars, but he must, in the violent expenditure he thereby makes of himself, perceive that he breathes in the power of death." (L´Anus Solaire, Georges Bataille)

VIDA RUÍNA

Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas, São Miguel, Açores, 2017

Curated by Carolina Grau